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MARIA CECÍLIA COUTINHODE ARRUDA
Coordenadora do CENE – Centro de Estudos de Ética nas Organizações e presidente da Alene – Associação Latino-Americana de Ética, Negócios e Economia

“A lei Sarbanes-Oxley, criada na esteira de grandes escândalos corporativos que abalaram os Estados Unidos e o mundo, deu impulso para o surgimento da função de “compliance officer”. Se de início as atribuições lembravam as de um auditor, com o tempo e o evoluir das práticas o escopo se tornou mais rico e desafiador, cabendo a esse profissional a gestão da ética de forma sistemática e abrangente. Muitas empresas dispõem do código de ética, o que não significa que os pressupostos tenham sido assimilados e estejam sendo vividos efetivamente. Outras enfrentam o dilema de encontrar pelo caminho práticas de mercado que se contrapõem a seus princípios, dificultando ou até inviabilizando o cumprimento de valores e normas de conduta. A saída tem sido a união com outros players para a criação de um código de ética setorial. Trata-se de um movimento positivo para toda a sociedade. É importante lembrar que o código de ética não é – ou não deveria ser – um instrumento estático. Ao contrário: por ser dinâmico, ele requer gestão contínua e revisões periódicas, acompanhando e incentivando os avanços das empresas e das pessoas.”