Fusões e megafusões trazem desafios para a carreira executiva
Por Thais Aiello (painel.executivo@abril.com.br)

Brincadeira de criança, a dança das cadeiras exemplifica com maestria um problema crucial nos movimentos de fusões e aquisições: a duplicidade de cargos que acirra a disputa por uma mesma posição, confrontando executivos da companhia adquirida com os da compradora. É voz corrente que, nesse embate, costumam levar a melhor os profissionais da companhia adquirente. Há exemplos que desmontam essa tese, e o mais emblemático talvez seja o de Paulo Barbosa, que presidia o Real e, com a operação de compra do banco, passou à presidência do grupo Santander no Brasil. O receio diante do estreitamento da passagem, no entanto, persiste para aqueles que se deparam com a realidade das fusões e, agora, com algumas megafusões no Brasil, envolvendo gigantes como Itaú/Unibanco, Perdigão/Sadia e Pão de Açúcar/Ponto Frio.

“Quem enfrenta o processo de fusão com atitude madura amplia as chances de ser valorizado”